Namoro de boa aparência

Uma boa aparência ajuda na construção de relacionamentos. Um menino bonito atrai um monte de meninas. Da mesma forma, as menina bonitas são muito mais procuradas. A aparência física com certeza importa em um relacionamento. Em um casamento, os parceiros precisam cuidar de si fisicamente para sustentar sua relação. 100% de privacidade Você tem controle total sobre suas informações pessoais compartilhadas. Conecte-se com seu Soulmate perfeito aqui, em 4kDate - Bate-Papo, Encontros, Namoro, Rede Social. Além de suas roupas, você também precisa ter uma boa aparência. Idealmente, isso deve ser feito permanentemente, mantendo-se em forma na academia e com uma alimentação saudável. Também é uma boa idéia, na noite da própria data, tomar um banho extra longo e mimar-se com ótimos produtos com cheiro para seduzir sua data. Sítios de namoro sérios para solteiros com mais de 50 anos. ... você provavelmente tem uma boa quantidade de experiência sexual. ... Sim, precisamos ser atraídos por um homem para namorá-lo. Um monte de homens de aparência comum que poderiam fazer grandes namorados serem ignorados. Amor e namoro Ponte de Sor. Classificados Fotos. 1. 211644539. Ela está procurando por ele. 30 anos. Ponte de Sor. Tenho 30 anos e acho que tenho boa aparência e gostaria de reunir mais experiências de vida, mas não em um ponto, mas também comer, fazer compras ou passear juntos. ... Assim como quaisquer outros aplicativos de encontros, sites ou mesmo pessoalmente, a preparação é a chave. Defina um perfil bom. Claro que usar Facebook para encontros, assim como quando você realmente vai a um encontro, você tem que ter uma boa aparência e estar apresentável. Veja se o clima está bom para um pedido de namoro. Caso ela pareça irritada ou chateada, pode não ser uma boa ideia falar de namoro nesse momento específico. Pedir uma garota em namoro é um grande passo. Espere a hora certa se ela não estiver com cabeça para lidar com um pedido desses. Enquanto a maioria segue o caminho da falsa aparência, das modinhas do momento, tentando vender uma boa imagem para tudo e todos, sigo o meu caminho - o caminho de atitudes verdadeiras, do amor, da sinceridade, do bom caráter, dos princípios de família. Aparência não é tudo. Uma relação de longo prazo te ensina que a aparência não é tudo dentro de um namoro. O tempo passa, a intimidade surge e, com ela, vocês ficam mais à vontade um na presença do outro. Aí já se torna normal um cabelo despenteado, “uma roupa de ficar em casa” ou a falta de uma maquiagem... Coisas normais!

Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

2020.09.18 10:52 TiaSayu Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

Yo mina, Daijobu deska? *ೃ˚
Hoje falarei sobre um tema que me atormenta assim com muitas pessoas diariamente. Espero que esse texto ajude alguém que nessa pandemia, anda sofrendo com o dobro das reações desse distúrbio.
AVISO: Se caso você sofre com este problema e níveis descontrolados POR FAVOR, procure por profissionais para se auto-ajudar. Não tente sobre HIPÓTESE alguma tomar medicamentos por conta própria e nem usar métodos não convencionais. Sempre consulte o seu psiquiatra ou médico sobre suas dúvida, e se cuide da maneira correta.
Bilhetinho: Espero com que este texto seja fonte de muito apoio para aqueles que sofrem disto, um guia para aqueles que querem ajudar alguém que sofre. Espero que, de alguma maneira, posso ter sido útil na vida de alguém e ter alegrado o seu dia ♥
Vamos para o textinho︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶
Bom... Para aqueles que desconhecem a ansiedade é algo comum e todos estão sujeitos a senti-la. No entanto, a ansiedade é uma doença subjacente (Que não se manisfesta claramente) somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana da pessoa, em resumo: ''A Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação exagerada. ''
A ansiedade que estou citando é mais do que o comum do qual estamos habituados. Está além da empolgação de ir se apresentar em uma entrevista de emprego ou comparecer no primeiro encontro; Tal circunstância pode se agravar com traumas ou com problemas persistentes na vida de alguém, e os sintomas são duradouros e limitadores, o que atrapalham a vida desta pessoa.
Os principais sintomas que podem acontecer são:
Para ajudar ou se auto-ajudar, é necessário entender esses pontos e procurar conversar ou se entender. Procurar as fontes e raízes desta ansiedade e tentar muda-las para amenizar os efeitos. E é para isto que existem os profissionais e pessoas que podem te dar esse suporte durante uma crise.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos importantes:;
Para aqueles que querem ajudar alguém que sofre com isto, é necessário entender algumas coisas cruciais... E entender em si o que é a Ansiedade e os seus tipos.
1- A coisa mais importante é se ter PACIÊNCIA.~ A pessoa já está sofrendo com diversos pensamentos a mil por hora, mal conseguindo conter as próprias emoções e atos. Tenha cautela ao se referir e agir, qualquer erro pode dar a entender que a pessoa afetada só está incomodando e atrapalhando a vida dos outros (E vai por mim, isso vai piorar em 1000%)
Tente conversar, ajude-a se acalmar, converter os pensamentos negativos. Incentive fazer algo divertido ou diferente, algo que vá distrai-la e alegra-la. Dê amor, carinho e seja compreensivo. Evite Julgar, apontar erros e defeitos.

2- Seja compreensivo.~ Tenha em mente de que aquela pessoa que sofre de ansiedade, não tem controle sobre os próprios pensamentos e emoções. Evite fazer mistério e joguinhos de adivinhação, assim como botar medo ou pressão. Além de ser algo completamente irritante para qualquer um, para um ansioso ele ficará bem mal e aflito. Ex:;
'' Preciso te contar algo, mas só posso contar amanha'' ou ''Estamos atrasados. Se apresse!''
Faça isso e é uma noite que você rouba desta pessoa. Enquanto a você dorme tranquila, o ansioso fica acordado, pensando em tudo que é possível e o impossível para adivinhar o tema do assunto ou se cobrando por ter feito melhor.Então por favor, não faça estas brincadeiras de mal gosto, prometendo e adiando coisas, isso faz um mal que só o ansioso entende.Entenda que nossa cabeça funciona a mil por hora, diferente das demais pessoas:Ex:;
Pessoa normal: ''Ata certo, tenho que fazer isto e pronto..''
Ansioso: Tá eu tenho que fazer isso... Perai, será que eu desliguei o gás? ESSA NÃO, SE A CASA EXPLODIR VAI SER MINHA CULPA, PESSOAS VÃO MORRER E A CULPA SERÁ MINHA. Mas.... Será que eu tranquei a porta?... E SE ALGUÉM INVADIR MINHA CASA E FAZER TAL COISA.
(Vai por mim, isso não vai acabar tão cedo. Então por favor, tenha consciência)

3- NUNCA, SOBRE HIPÓTESE NENHUMA, JULGUE. EVITE TOTALMENTE DAR TRANCOS: Como dito, a sensação de estar incomodando é constante. Pensamos que a pessoa nos abandonará, ou que estamos fazendo mal a ela ou atrapalhando a vida dela, nos sentimos inferiores e sempre estamos nos menosprezando. Há casos que até mesmo, o ansioso termina um relacionamento bacana apenas por pensar que ele é incapaz, que o seu conjunge não o(a) suporta e nem gosta dele(a).
E realmente, há pessoas que julgam.Falam que somos muito complicados, que estamos fazendo drama ou teatro, nos evitam para não ter alguém ''enchendo o saco'', e que nos afastamos por ser pessoas ''falsas''. Houve até comentários na minha vida, de pessoas aconselharem a opção de término de um namoro, pois deduziam que a menina estava distante, que ela estava traindo e estava sendo seca de proposito.
NÃO! Nos isolamos e nos afastamos por achar exatamente que estamos fazendo algum tipo de male. Jamais julgue ou se deixe elevar por opiniões alheias. Tente conversar e entender, não vá se precipitando. No final, se caso isso tenha força, só sofreremos ainda mais.
4- Ouça mais e seja sincero: Se a pessoa finalmente conseguir desabafar, a escute até o fim. E se ela hesitar por medo ou insegurança, acalme-a e prossiga. Na maioria das vezes, elas só querem ser ouvidas e não receber conselhos (A não ser que ele(a) peça). E o mais importante, não finja falsa sinceridade, não dê essa expectativa falsa, além de ser uma ato bem babaca, isso só mostra que no fim, você não estava preocupado e nem interessado em ajudar de fato, que só fez por mera educação.
5- Convide-o(a) para dar uma volta: Se possível no momento, convide-o para uma volta. Caso a pessoa aceite, converse e tente distrai-la e acalma-la, fazer atividades talvez, fazer alguma coisa bacana. Gastar a energia em uma caminhada ajuda bastante (Bom, pelo o menos para mim ajuda)
6- NUNCA, JAMAIS OFEREÇA BEBIDAS ALCOÓLICAS: É serio, em crises a pessoa pode associar a bebida como um escape. AI meu filho, ficará difícil faze-la abandonar.
7- E por ultimo. Não diminua isto: Ansiedade é algo que precisa de atenção, assim como a depressão. É algo que afeta a vida de alguém de forma profunda, sendo motivo de vários suicídios e problemas graves nas famílias. Não a trate como algo banal e sem importância, é algo que precisa de atenção e empatia.
︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos para aqueles que Tem a ansiedade e querem uma mãozinha para amenizar os efeitos ♥
1- Pratique alguma atividade física.Dança, artes marciais, ginastica... Qualquer coisa! Isso, além de dar uma animada e fazer bem para a saúde, ajuda a distrair a mente e ''descontar o estresse''. É um ótimo incentivo.
2- Meditação: Se é algo que me ajudou muito nas minhas crises, é a meditação. Ouvir uma musica calma, controlar a respiração, fechar os olhos e relaxar o corpo. É uma boa pedida e AJUDA muito numa crise.
3- Ouvir musicas favoritas: Como uma ansioso precisa descontar sua energia, desconte dançando ou curtindo uma musica de preferência. Isso ajuda e MUITO, nem que seja necessário repetir a musica diversas vezes ou cantar junto.
4- Mantenha uma alimentação top: Sim, até a comida influência. Evite comidas muito gordurosas em certos horários do dia. Os hormônios podem ser nossos inimigos após alimentação.
5- Desconte em seus Hobbies ou descubra novos Hobbies: Nada melhor do que fazer o que a gente gosta, nestes momentos o Faça! Isso pode ajudar durante uma crise e vai distrair sua mente para focar neste Hobby.
6- Pense ao contrario de tudo!: Se realmente está difícil de suportar a crise e nada está ajudando, Alimente boas sensações. De todos os pensamentos negativos converta para os bons. Ex:;
"'Droga eu teria conseguido se eu tivesse feito tal coisa... Não, eu dei o meu melhor e sei que estão orgulhosos de mim. Vou me esforçar mais para que na próxima eu não comenta o mesmo erro. ''
''Ain... Ela falou tão mal de mim... Por que? O que eu fiz?... Não! Há pessoas que me ama do jeitinho que eu sou, e se essas pessoas que são importantes para mim me amam pelo o que eu sou e amam minha aparência, então eu acredito nelas e que se dane o resto!.
Isso é psicológico, não e deixe levar pelos os próprios julgamentos e não se castigue! ♥
7- Procure se amar e se auto entender, reconheça que todos podem errar, e que errar não é algo ruim. Aprender com os erros é melhor do que aprender com os acertos. Se caso você errar com alguma coisa, não se abale! Se valorize e reconheça que você é incrível e que há pessoas que adoram o eu jeitinho.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀

Minha experiencia: Sofro de ansiedade, fruto por parte da minha mãe e traumas vindo da época do fundamental/colegial. Meus dias são difíceis e parecem somente piorar. Minha crises são graves e preciso de ajuda na maioria das vezes, tomo medicamentos para ajudar nos sintomas que, muitas vezes, funciona. O sentimento de angustia é algo que realmente machuca, algo que não me dá paz e me faz ter pânico quase por três dias inteiros.
Quando meu namorado está comigo, me ajudando e me dando suporte e amor é algo muito bom. Me sinto muito bem e sinto que melhoro e evoluo demais a cada crise, é importante entender a existência dessas pessoas na nossa vida e de como isso ajuda a evoluir nosso ser. Já fui muito julgada, abandonada, criticada e realmente, são coisas que apenas pioram minha vida. Mas sigo lutando e espero ajudar outras pessoas como eu o aquelas que tem a boa intenção de ajudar estas pessoas.
Enfim, espero que tenham gostado e ter realmente ajudado alguém ♥
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2020.08.06 22:03 ElFalconesy Abri meu relacionamento e não sei o que fazer

Eu e meu marido decidimos abrir e, literalmente, não sei o que fazer com essa abertura.
Um breve histórico: antes desse meu relacionamento atual, tive um namoro longo, de três anos. Nesse relacionamento passado era impossível imaginar abrir, era um relacionamento abusivo de ambas as partes, rolava muito ciúme mútuo e a gente se proibia até de beber na ausência um do outro. Depois que terminei e refleti muito sobre essa possessividade toda, comecei a desejar a experiência de um relacionamento aberto, sem nem ter a certeza se eu seria capaz de lidar com essa forma de desapego.
Masss aí eu conheci meu marido, nos apaixonamos, e ele deixou bem claro que não gostaria de ter um relacionamento aberto. Ele já havia tido um namoro anterior fechado, de um ano. Eu estava apaixonado, ele também, topamos um relacionamento fechado e isso nunca foi um problema. Namoramos por seis meses quase praticamente morando juntos, depois por mais dois anos e meio a distância (eu em SP, ele no RS), continuamos com relacionamento fechado, eu nunca traí nem nunca senti vontade e tenho plena confiança de que ele também não me traiu. Ele se mudou pra SP, namoramos por mais um ano, totalizando 4 anos de namoro, e nos casamos, tudo isso ainda em relacionamento fechado.
Pois bem, pouco mais de um ano de casamento feliz e saudável, a conversa de abrir o relacionamento ressurge das cinzas e para a minha surpresa ele muito tranquilamente fala que abriria, bem como toparia fazer sexo a 3. Tivemos uma longa conversa de umas 3 horas, bastante honesta, e ele basicamente disse tudo que acredito: nenhum ser humano pertence a outro, que ele separa bem prazer sexual e relação afetiva, que ele é muito seguro do amor que sentimos um pelo outro e da nossa vontade de seguir construindo uma vida a dois, e que pra ele seria ok fazermos sexo com outras pessoas. Nessa hora baixamos juntos o Grindr no celular dele, demos uma olhada e foi isso. A única questão que não ficou bem resolvida é que ambos ficamos apreensivos de colocar foto em app de pegação porque o nosso status de relacionamento aberto ainda está no armário. Nenhum de nós ficou muito a vontade de pensar que algum conhecido nosso poderia nos ver no app e interpretar errado. Isso poderia gerar uma situação toda que teríamos que explicar pros nossos amigos e... preguiça.
Passou um mês e eu não fiz nada com esse novo status de relacionamento, tanto pela falta de perspectiva de sair com alguém devido a pandemia quanto por não ter tido vontade, mesmo. Mas aí ontem, por curiosidade, baixei o Grindr, deixei um perfil vazio e comecei a dar uma olhada. E percebi que não sei o que fazer com o app. Não queria colocar foto pelo que já expliquei acima, mas quem vai querer falar com um perfil vazio? Eu sinto que nem sei mais usar esse tipo de aplicativo, usei pela última vez há mais de cinco anos... essa função tap, por exemplo, existe algum código de conduta com relação à ela? Me deram tap, se eu der tap de volta o que significa? Me senti muito velho tentando usar (mas tenho 26 anos).
Acima de tudo, me sinto deslocado no app porque eu acho que meu propósito ali é bem diferente do da maioria, que é solteiro, e busca homens de boa aparência e etc... eu realmente só faria sexo com alguém do aplicativo pra ser uma experiência diferente e gostosa, não quero ficar preocupado com rejeição, não queria ficar encanado com meu corpo, não to desesperado pra transar com qualquer pessoa, também...
Enfim, depois desse textão o que eu queria saber é: alguém aqui já passou por algo semelhante? Será que o que eu procuro não está nesse tipo de app? Como vocês lidaram com essa questão de amigos e parentes do casal descobrirem que o relacionamento abriu? Adoraria ler histórias de abertura de relacionamento pra saber como foi!
Obs: meu casamento não está em crise, nos amamos muito e o sexo é ótimo. Sou muito seguro de que temos um futuro juntos bastante bonito pela frente. Decidimos abrir e contar tudo um pro outro, não queremos aquele tipo de abertura que abre, mas não conta, porque não queremos ter que mentir pra sair com outras pessoas.
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2020.07.10 05:11 WhyGuilherme Nerd Spell

Galera boa noite, bom dia ou boa tarde, depende de quando você está vendo isso, vocês conhecem o Nerd Spell? É um app de relacionamento "nerd" vamos dizer assim, e tem poucas pessoas pois não consigo dar match com ninguém (vamos fingir que o problema é esse e não minha aparência k), bom era só isso mesmo, não consigo dar match naquele demonho :(, desculpem o desabafo merda, acabei de sair de um web namoro zoado kkkkkk 💔.
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2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
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2020.06.13 10:04 SAEKIO FUI BABACA POR HUMILHAR O CARA QUE FEZ BULLYING COMIGO?

Tudo começou em fevereiro de 2016 quando eu tinha 13 anos e estava na 7° série era meu primeiro dia de aula eu cheguei na sala e tinha várias caras novas,entre elas estava um rostinho bem bonito de uma garota que tinha virado minha nova crush(vamos chamala de "crush"),alem disso todos os meus 6 "amigos" do ano anterior estavam lá o carls o tarls o darls o marls o karls e o Pedrinho cabeçudo (o pior deles),esse ano se passou sem ter nada demais mas é no próximo ano que a treta começa. 2017 O ano ja começou com uma bomba"A ESCOLA VAI FECHAR"os alunos foram divididos para duas escolas vamos chamalas de A e B,eu fui para a escola A e minha crush foi para a escola B eu planejava pedir ela em namoro naquele ano e não pude devido a isso. O primeiro dia de aula na nova escola começou e mesmo não tendo mais a minha crush,pelo menos meus "amigos"estavam lá e eu podia arranjar uma crush nova,era oq eu pensava,os primeiros dias foram ok mas com o tempo o Pedrinho cabeçudo começou a ser levemente zoado por ter um cabeção por alguns dos seus amigos, chamavam ele de steve(por ter a cabeça grande e quadrada)eu como sempre fui mais na minha, não zoava ele,e ele começou a descontar a raiva que ele passava em mim(perplexo de inferioridade? acho que é isso)ele me zoava e me batia tanto (e eu não reagi por medo de causar uma briga)que os outros viram que era melhor zoar eu do que o Pedrinho, apartir daí o inferno começou. Eles começaram a me bater me humilhar zoar muito minha aparência e me chamar de gay(que nem é chingamento) e fizeram muitos comentários homofóbicos comigo,uma vez eles me prenderam no banheiro e pegaram varios copos encheram de água e jogaram em mim assisti aula completamente encharcado, não adiantava eu falar com os professores eles eram meio nerds e os favoritinhos dos professores, quando eu ia reclamar de alguma coisa,todos começavam a mandar eu calar a boca e a dizer que eu estava pertubando,minhas notas não eram muito boas então era a palavra de um "delinquente"vs os nerds,vc ja sabe o resultado,eu levava a culpa sem fazer nada e eu era expulso das aulas já até levei suspensão por causa deles,meu coração partiu mesmo quando a minha nova crush viu eles me baterem e disse "eu tenho pena dele,o pobre coitado é zoado por todos"naquele dia eu reparei que eu já tava no fundo do poço, apartir daí eu decidi largar a escola naquele ano,eu só ficava em casa,tinha medo de sair na rua e as pessoas julgassem minha aparência (ate hj tenho um pouco disso na vdd eu evito qualquer lugar que tenha mais de 5 pessoas conversando, sinto como se eles fossem rir de mim)e assim vivi pelo resto daquele ano. Início de 2018 minha irmã foi na minha casa e me convenceu a voltar pra escola(outra é claro)eu pensei que se eu fosse fazer isso eu teria que tentar dar a volta por cima então eu parei de usar óculos e mudei meu cabelo, mesmo com os traumas eu tentei ser legal com todos(afinal eu só queria um amigo)pra minha surpresa todos foram super legais comigo e eu acabei me enturmando com a sala inteira, comecei a andar principalmente com um grupo de 5 amigos(esses sim são pessoas incríveis)e pra minha surpresa minha antiga crush estudava na escola do lado da minha,sei disso pq vi ela passando com uma colega,mas aquele ano pra mim era um ano de pós Bullying,e eu só queria aproveitar ao máximo com os meus amigos(ou seja sem namoro)2018 acabou e eu posso dizer que esse foi o ano mais incrível da minha vida. 2019 começou,não mudou muita coisa,e eu com quase 16 anos já estava começando a querer namorar dnv, então em um dia qualquer enquanto eu conversava com um amigo pelo Instagram,eu vi uma foto da minha antiga crush e vi que eu ainda gostava dela (sim a de 2016) então dps de quase 3 anos sem dizer uma única palavra eu escrevi um texto gigante me declarando e mandei pra ela,pra minha surpresa ela disse que também gostava de mim e começamos a namorar (estamos juntos até hj 1 ano e 2 meses)um dia quando fui buscar ela na escola eu me encontei com um dos caras que fizeram bullying cmg eles estudam na mesma escola que eu, ignorei eles por um tempo até que o Pedrinho veio falar cmg dizendo"olha como ele tá diferente"e tentou puxar assunto,eu virei pra ele e disse"cara, vamos ser sinceros,eu te odeio e tenho certeza que sente o mesmo por mim, quando eu te vi aqui eu pensei seriamente em transformar sua vida em um inferno igual vc fez com a minha mas notei que se eu fizesse isso só séria tão lixo quanto vc foi, então só estou fingindo que vc não existe,sugiro que vc faça o mesmo comigo"depois disso eu fui embora e ele não falou comigo desde então chegando em casa expliquei a situação a minha namorada e ela entendeu, então fui babaca por dar esse fora nele?ele pode ter mudado assim como eu mudei ou sla
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2020.06.10 05:39 allydunno Completamente perdida no vazio.

Aviso: desabafo muito grande e desorganizado cronologicamente e até ortograficamente. Sei que já exclui esse post várias vezes e coloquei novamente, peço perdão.
Não tenho tanto a reclamar da minha vida apesar de não querer ela, ela nunca foi extremamente ruim, tive os brinquedos que queria e de início uma família reunida. A memória mais vivida que tenho é do bullying. Entrei em uma escola aos 11 anos e foi lá que tudo começou a desandar. Fiz um grupo de amigas inicialmente que no fim eram tudo menos minhas amigas de verdade. A minha "melhor amiga" nesse grupo sempre teve problemas psicológicos (tinha problemas com a aparência dela) e sempre tentei ajudar apesar de ser bem ingênua na época mas, acho que não fiz o suficiente ou talvez não tenha sido uma amiga boa o suficiente. Ela dizia na minha cara que me odiava, me fez sentir mal muitas vezes mas ainda sim eu sentia compaixão e empatia por ela, não por pena mas sim porque eu a considerava minha amiga de verdade. Ela chegou a quase me enforcar um dia na escola, e depois passei a entender que talvez ela me odiasse de verdade. Um dia disse que se ela morresse a culpa seria minha e até hoje eu simplesmente não consigo esquecer isso. Não quero pintar ela como a vilã pois sei que ela estava lidando com conflitos internos mas ainda sim, a forma como fui quebrada e estraçalhada nessa amizade é irreversível. Sofri bullying por outras garotas na escola, minhas outras duas amigas desse grupo me humilharam algumas vezes e foi nessa escola que fui literalmente um objeto para satisfação alheia, não importa o quanto aquelas pessoas me machucassem eu ainda estaria ali por elas firme e forte. Eu passei a me arrastar para ir a essa escola, tomava remédios de ansiedade porque toda vez que eu via aquelas pessoas eu ficava extremamente ansiosa (tive problemas físicos com isso), nunca contei nada a minha mãe e para minha vó porque nunca achei que fosse importante. Inclusive gostei de um garoto (perto do meu último ano nessa escola, passei 4 anos lá) mas hoje em dia me pergunto se gostei dele de verdade ou se senti isso porque todos falavam que a gente dava certo junto, e bem, eu queria agradar todo mundo né?...
Aos 15 anos fui para outra escola começar o ensino médio, de início foi incrível uma das melhores coisas, perdi grande parte da minha timidez e parei de tomar remédios para ansiedade. Comecei a gostar de outro menino e com ele tive meu primeiro namoro e meu primeiro beijo, no começo foi mágico mas depois tudo começou a desandar. Ele queria me forçar a fazer sexo/a ter desejos sexuais, me criticava por não conseguir demonstrar meus sentimentos e afirmava que eu não o amava por causa disso tudo. Me destruiu psicologicamente pois me fez perceber o quão fraca e covarde eu sou. Foi nesse mesmo ano que me machuquei pela primeira vez. Novamente, achei que não era importante então não contei a ninguém.
No mesmo ano comecei a gostar de um garoto, um garoto que me amava de verdade, um garoto que teve uma decepção amorosa anterior e que se tornou meu melhor amigo. Em pouco tempo a gente se aproximou, demais. Beijei ele mas decidi acabar tudo antes de começar porque tive medo, medo de machucar ele assim como eu me machuco, medo de não demonstrar sentimentos e ele se decepcionar, medo de perder tudo. Ele se afastou e parou de falar comigo para sempre, até mudou de escola, me senti a pior pessoa do mundo e me sinto até hoje. Novamente não achei importante, fiquei calada
No ano seguinte, no meu segundo ano do ensino médio, comecei a namorar um garoto que todos falaram que não valia nada mas eu precisava desesperadamente de alguém para me ouvir, me abraçar e ele pelo menos disse que faria isso, mas nunca o fez. Lembro até hoje do dia que tive uma crise na escola (por causa de uma briga familiar) e ele ficou do meu lado olhando o celular o tempo inteiro, me senti uma ridícula por estar chorando e sendo uma namorada ridícula e fraca. Ele também insista na questão do sexo e até chegamos a fazer certas coisas nada muito além mas fiz apenas para agradar, não me sinto bem até hoje com isso. Novamente, fiquei calada.
No final do mesmo ano, tive outro relacionamento, fomos amigos de início mas logo começamos a namorar, de início foi bom -como sempre- mas conforme o tempo foi passando tudo piorou. Ele também insistiu na questão do sexo e bem, foi nesse relacionamento que sofri com estupro e diversos outros toques que me incomodaram. Certos toques eu simplesmente deixei porque ele gostava então achei melhor, melhor para ele mesmo eu não me sentindo nada confortável. No estupro, não tinha muita força para entender e minha mente se tornou um clarão mas impedi ele de ir bem além porque sei que ele iria. Estou com esse menino até hoje porque não consigo terminar, tenho medo, medo de machucar ele parece ridículo mas é verdade, me tornei dependente emocionalmente e mesmo querendo muito terminar não consigo fazer isso, agora irá demorar mais ainda com a quarentena. Enfim, não achei nada disso importante suficiente para falar então fiquei quieta.
Houveram outras coisas no meio desses anos, no meu último ano do fundamental meu pai se separou da minha mãe e nunca mais apareceu, não fala comigo, tentou tirar a casa que eu, minha mãe e meu irmão moramos, passou a viver com a nova família dele, não teve coragem de falar comigo nem para dizer que minha avó paterna havia falecido (isso aconteceu no finalzinho do ano passado).
Meu irmão (quando ainda eramos pequenos provavelmente uns 10 anos e ele uns 15) parou de falar comigo, talvez por raiva, tristeza, não tenho a mínima ideia hoje em dia só trocamos diálogos simples porque moramos na mesma casa, ele e minha mãe brigam várias vezes e parecem dois estranhos entre si ao invés de mãe e filho. Sinto falta dele e das conversas que tínhamos, do abraço dele, das risadas, dos momentos que tivemos mas hoje em dia ele está bem diferente, se tornou muito ganancioso e egoísta. Acho que não tive muita sorte com homens na minha vida sinceramente kkkk
Minha mãe e minha avó são os únicos motivos para eu continuar vivendo aqui, sei que as duas não suportariam viver sem mim então continuo aqui. Minha vó sempre se apoiou em mim e minha mãe também então não seria justo simplesmente fazer elas sofrerem por minha causa.
Me tornei um mar de angústia e desespero, me perdi de mim mesma, olho para o espelho e não sei quem está la mas sei que não tenho orgulho dessa pessoa. Sinto saudades da minha infância quando tudo era diferente, hoje em dia, me tornei destruída, sinto um grande vazio no meu peito. Já senti tristeza por mim, vazio, angústia, até mesmo ódio hoje em dia não sinto nada, sinto um grande vazio num imenso mar de solidão, angústia e silêncio. Não acho meus problemas importantes suficientes por isso nunca falo, acho que outras pessoas sofrem bem mais então não devo ficar falando sobre coisas fúteis como as minhas, falei aqui porque não conheço ninguém, ninguém me conhece e vocês serão como as pessoas que vejo na rua, prestarei atenção mas não nos veremos novamente por isso é mais fácil falar. Sinto essas coisas a muito tempo, desde pequena nunca contei nada para ninguém, talvez tenha sido influência do meu pai porque ele sempre foi uma pessoa fria então talvez me tornei assim também. Me acho um monstro por não conseguir sentir as coisas, faço praticamente tudo porque os outros querem me ver fazer ou gostam, usei diversas vezes roupas para agradar os outros, penteados para agradar os outros, enfim... Me perdi de verdade, não consigo mais organizar meus pensamentos porque tudo está se tornando um borrão. Sou extremamente racional então não irei tentar nada sério, apesar de pensar, me seguro aos meus pensamentos sãos. Talvez futuramente eu procure um psicólogo quando for maior de idade, assim não tenho que dar justificativas para minha mãe não estou preparada para contar tudo isso agora. Aos 17 anos me sinto extremamente perdida, não sei se irei conseguir amar alguém de verdade, não sei quem sou mais tenho apenas leves resquícios meus nesse borrão que eu vejo no espelho, não consigo falar o que sinto, sinto compaixão por todos menos por mim mesma, perdi minha humanidade comigo e não consigo mais encontrar, me sinto um objeto para satisfação alheia. Enfim, essa é só uma parte dos meus pensamentos desorganizados, nunca fui boa para escrever sobre isso mesmo, esse é meu desabafo sobre quase tudo.
Obrigada por ler, se estiver sentindo algo parecido comigo, pare um momento e olhe para o céu: olhar para as estrelas e sentir o vento gelado me ajuda às vezes, espero que te ajude também. ❤️
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2020.05.31 02:16 Average_simian Como vocês lidam com a perspectiva de nunca conseguir encontrar o amor?

Sou um homem de 24 anos e me considero uma pessoa emocionalmente madura. Material e profissionalmente sigo melhorando gradualmente, mas ainda tenho um longo caminho pela frente. Em 2018 conclui minha graduação em História, mas a escolha não se mostrou muito promissora. Atualmente estou me organizando para uma nova graduação em uma área que possa proporcionar maior estabilidade e onde eu trabalhe menos. Tenho meus hobbies, bons amigos e saúde. Em suma, levo uma vida relativamente boa, tirando um ou outro problema que aflige qualquer ser humano, mas sempre dou um jeito de contornar e seguir em frente. Só tem uma coisa que realmente me incomoda e têm ocupado boa parte das minha reflexões recentes: a vontade que tenho de ter um parceiro romântico.

Já tive alguns webnamoros quando era mais jovem, mas devido a distancia e falta de maturidade na época, eles não levaram a nada. Na época de escola fiquei com algumas poucas meninas e tive meus amores platônicos, mas também nunca deu em nada. Só em 2014 que fui ter meu primeiro relacionamento sério e que durou pouco mais de um ano. Foi um relacionamento difícil e que fez com que eu amadurecesse muito. Ela era uma pessoa que tinha muita dificuldade de demonstrar afeto, e eu ficava cobrando atenção. Esta dinâmica dela ficar fugindo e eu ficar cobrando acabou ficando insustentável e ela resolveu terminar. No primeiro ano do término eu sofri muito e culpei ela pelo fracasso de nossa relação, mas com o tempo fui assimilando que nossas diferenças eram inconciliáveis, e que seria impossível e errado querer mudar o jeito dela de ser. Ela era ausente não só comigo, mas com todo mundo. E eu precisei reconhecer que gosto de parceiros românticos que são mais carinhosos e sensíveis.

Depois deste namoro me relacionei com outras garotas, e cheguei bem próximo de namorar duas delas. A primeira era uma amiga de longa data que conheci pela internet, e morava não tão longe de mim. Durante alguns meses a gente conversou muito e passei alguns dias na casa dela e ela alguns dias na minha. A gente se deu muito bem, e o fator de nossa amizade de longa data acabou fortalecendo ainda mais nosso laço. No horizonte eu via a possibilidade dela vir fazer a faculdade dela na minha cidade. O único porém é que ela ainda tinha assuntos mal resolvidos com o ex dela. Não demorou muito para eu perceber que ela estava dividida entre nós dois, e nesta balança o coração dela pesava muito mais pro lado do outro rapaz. Me retirei pra evitar de me magoar, mas até hoje somos bons amigos.

A segunda garota com quem eu poderia ter tido uma relação foi apresentada por meio de amigos em comum, e ela demonstrou interesse por mim depois de algumas vezes que a gente se encontrou. Ficamos por algumas semanas e logo eu joguei um balde de água fria entre nós. Por mais que ela fosse legal e tivéssemos muitas coisas em comum, eu não conseguia sentir atração física por ela. Até tentei contornar a situação, mas ficou evidente que não ia dar certo. Ainda não sei dizer o quão problemático é deixar a aparência ofuscar uma personalidade que gostei tanto. Mas tendo a pensar que é normal, cada ser humano tem suas preferencias. Não acho certo me manter em uma relação onde não consigo sentir prazer físico com a pessoa.

Enfim, contei toda esta história para poder ilustrar como acho difícil encontrar um parceiro romântico com quem eu realmente combine e dê certo. Já tive relação com alguém que não tinha a personalidade compatível comigo, com gente que combinava, mas já havia encontrado o amor em outro, e com uma pessoa que se encaixava em quase todos os aspectos, só que fisicamente não houve "química". Por mais que minha vida esteja encaminhada em outros campos, sinto que romanticamente eu nunca consiga avançar. Talvez eu nunca vá encontrar alguém para construir uma vida ao meu lado. Sinto que muita gente entra em relacionamentos por carência, e a relação acaba trazendo só dor em ambos. Também vejo gente que encontra sua "alma gêmea", e mesmo aos trancos e barrancos consegue ser feliz. Acredito que encontrar alguém que realmente combine e dê certo contigo seja pura questão de sorte, e que nem todo mundo vai ser feliz no amor.

Evidente que vou manter o coração aberto para novas oportunidades, mas a ideia de que nunca vou encontrar alguém já não me assombra mais. Como diria o saudoso Zé Ramalho: "Quem tem amor na vida, tem sorte". O que pensam sobre o assunto? Como vocês encaram a possibilidade de nunca encontrar o amor?
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2020.04.16 23:01 PiboOperdido Um desabafo sobre o que aconteceu comigo durante meus 11 a 15 anos.

Bem, vou começar me apresentando um pouco, tenho 15 anos quase indo para meus 16 anos de idade, tenho poucos amigos, alguns falam tímido, mas sou quieto por certos motivos que vou falar durante o texto, bem chega de enrolação, quero desabafar um pouco sobre como foi minha vida na fase sombria e como ela está agora, si é que tem diferença.
Durante meus 11-12 anos achava que tudo tava indo bem no colégio, eu era da bagunça dia sim e dia não, minha notas eram uma montanha russa, subia e descia drasticamente, mas havia algumas reclamações sobre meu comportamento e notas, recebia belos castigos por conta disso, não físico, mas o meu psicológico ficava abalado, minha mãe sempre foi nervosa, atualmente nem tanto, mas de um modo geral ela sempre é, por conta disso tinha que ouvir uma cachoeira de reclamações com raiva e decepção na voz dela, e isso, me deixava pra baixo. Teve um dia no colégio que simplesmente olhei pros lados de uma forma mental, e vi que tinha perdido diversas amizades, e isso me deixou mais pra baixo ainda.
Durante meus 12-13 anos, tive crises de choro, todas as vezes foram no colégio, elas tinham nenhum motivo aparente, mas eu sabia que tinha algo. Meu diretor perguntava o que havia acontecido, mas eu nem sabia o que responder, isso nunca chegou aos ouvidos da minha mãe, não me pergunte o porque, simplesmente não sei.
Durante meus 13-14 comecei a ser zoado, '' cabeção '', '' japa '' um apelido que comecei a gostar, '' abre o olho japonês '', '' pinto pequeno '' e etc, isso me deixava um pouco triste mas nunca cheguei a reclamar, eu fiquei com os bagunceiros pra ver se meu animo melhorava, foi meu grande erro. Um dia fui brincar com eles e tive a bela surpresa de ter minha cabeça prensada na parede, aquilo me deixou em choque, assim como os telespectadores que não fizeram nada, só o professor fez algo. Depois daquilo nem conversei com eles. Tive um termino de namoro, ela disse que estava carente, mas não necessitava de um relacionamento, aquilo me deixou confuso e pra baixo, mas entendi e nem toquei mais no assunto, tenho o whatsapp dela até hoje, mas nunca mais falei com ela.
Agora durante meus 14-15 foi o ápice, fiquei isolado, não falava com ninguém exceto quando tinha trabalho em grupo, já que era obrigado a cooperar, falava apenas com alguns amigos próximos. Fui iludido, '' ha, decepcionante pela minha parte, ter sido iludido uma vez, agora uma segunda? '' eu pensei. Era uma garota de aparência bela, tirava notas boas e era amigável, temos '' amizade '' até hoje, si é que ela pensa assim, eu mesmo me questiono. Tive pensamentos de ser um inútil, um filho decepcionante, um amigo descartável. Pensei até mesmo jogar tudo pro alto e descansar.
Bem, vamos para os dias atuais, vou falar sobre certos acontecimentos que estou levando até hoje também.
Hoje em dia faço terapia, isso me estabilizou de novo, mas sinto que está começando a perder o efeito novamente.
Meu amigo cara1, vou chamar ele assim, ele disse que não gostava da garota do 14-15, e no finalzinho do ano descubro que ele gostava dela também, tanto que ele me disse: ela já iludiu o cara2 por 3 anos. Isso me deixou magoado, tanto que quando ela vinha conversar comigo, ele vinha logo 2 minutos depois, ou sempre puxava assunto com ela quando estavamos conversando, atualmente ele não gosta dela, mas questiono um pouco sobre nossa amizade. Será que se a gente gostar da mesma garota novamente ele não irá me passar a perna, digo, falar mal de mim pelas costas? Por isso duvido um pouco antes de contar algo. Eu sei que é algo bobo, mas eu penso sobre isso.
1 mês atras eu e minha mãe tivemos uma discussão que me fez duvidar se ainda confio, amo e me importo com ela, ela simplesmente jogou a minha fase sombria, notas e timidez na minha cara, e aquilo doeu, muito. Liguei pro cara1 tentando ver se ele me acalmava de uma certa forma, funcionou um pouco, mas não o suficiente, desliguei e fui dormir. Depois do acontecimento trato ela normalmente, mas no fundo, sinto rancor do que aconteceu. Se um dia eu tiver a chance de retribuir, possivelmente de forma inconsciente irei fazer isso, já que, quando fica guardado no coração, aquilo não sai, pra mim eu digo, principalmente quando é de um parente.
Penso em ter um relacionamento novamente, eu tentei ter um, mas acabou não dando certo porque tive medos, então EU terminei, fiquei zangado comigo mesmo, tentei pedir desculpas pessoalmente mas não consegui por vergonha. Mas, uma parte de mim diz que ainda posso tentar novamente, já a outra me diz que não, e que isso acabará mal para ambos os lados.
Quando eu e o cara1 fomos jogar League of Legends, ele chamou o cara3, jogamos eu estava de Aatrox contra uma Cassiopeia, eu feedei por conta da Cassio ser Bronze I e eu mal comecei a jogar League, e o cara1 me disse: Porra?! Como você apanhou pra uma Cassiopeia jogando de Aatrox?! Fiquei um pouco envergonhado, o cara3 nem comentou nada, só jogou o jogo dele. Depois que terminou eu sai. 2 dias depois fui jogar com o cara3, ele era Gold IV, então eu cai contra um Diamante V no top, a diferença foi clara, ele começou a me xingar, tava tomando pick-off, não wardava, não ia nos objetivos por conta da pressão e mesmo assim me xingava, depois ele saiu da partida, e demos surrender, ele me bloqueou, fiquei puto e frustado, fiquei uma semana sem jogar lol por conta disso. Ainda converso com eles, mas, com pouca frenquência.
De modo geral, estou preocupado se ainda terei amigos, se minha mãe vai, um dia, sentar e conversar comigo, e se um dia poderei me relacionar de novo, já que, muitos se relacionam por status. Esse é meu desabafo, desculpe por ocupar seu tempo, tenha um bom dia.
PS: Talvez tenha erros de português, muitos até.
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2020.01.08 01:29 MinistroPauloCats Os benefícios de ser feio

Todos querem ter uma ótima aparência boa, provavelmente pela maior aceitação social, sucesso na carreira ou seleção de parceiros, mas parecer bonito nem sempre é o melhor. Ser feio tem um lado positivo, por incrível que pareça.

Quatro benefícios de ser feio

Há uma expressão que vem sendo usada recentemente - "looks maxing" - que significa maximizar sua aparência. Embora não haja nada de errado em melhorar sua aparência física, essa busca reflete o tipo de sociedade em que vivemos. Tudo gira em torno das coisas visíveis e exteriores. Buscar um corte de cabelo, perder peso ou vestir roupas bonitas podem ajudar você a melhorar, mas algumas pessoas continuarão feias não importa o que elas façam.
Mas existem alguns grandes benefícios quando as pessoas não são fisicamente atraídas por você - estou usando a segunda pessoa do singular não para chamá-lo(a) de feio, mas para melhor explicar o seguinte:

Vou contar uma estória do Taoismo como exemplo: há muito tempo atrás na China havia uma árvore torta. Ela era tão deformada e feia que nenhum lenhador ficou interessado em cortá-la. No entanto, as árvores retas eram cortadas constantemente porque eram consideradas ideais para transformar em tábuas. Então a feiúra da árvore garantiu sua sobrevivência durante tanto tempo que as pessoas passaram a notar sua presença e forma especial e ela acabou sendo declarada sagrada.
Quando você é feio(a), seu caminho na vida não vai ser o mesmo que os bonitões ou lindonas que eram os mais populares na escola graças à sua genética. Mas você deve ser grato(a) por isso.
A vida emocional de uma lindona pode ser uma sucessão de bad boys que só "gostaram" dela por causa da aparência.
Um bonitão pode ter se tornado um viciado em sexo, álcool e drogas por causa de toda a atenção feminina que ele recebeu, sem nunca ter tido incentivo para fazer algo a mais em sua vida. Ele também pode ter engravidado uma mulher que não passava de um encontro casual.
Então se você é feio, está praticamente livre dessa miséria, então seja feliz por isso.

Se você não é dotado de aparência, isso é uma ótima oportunidade para trabalhar em outros aspectos de si mesmo. Um desses aspectos é a personalidade. Pessoas feias podem ser pessoas carismáticas.
Bondade, humor, inteligência, saber se expressar bem - essas são características valiosas que você pode desenvolver. No final, uma pessoa gentil, honesta e sincera é muito mais apreciada do que uma pessoa que parece bonita, mas é uma completa idiota.
Outra grande coisa é que as pessoas que gostam de você, que querem se associar com você, estão fazendo isso por causa de sua personalidade.
Pessoas populares e bonitas são frequentemente usadas ​​e abusadas ​​devido ao status social. As pessoas querem ser vistas com pessoas bonitas porque isso aumenta seu prestígio.
Alguns grupos de pessoas, especialmente as que postam muito nas mídias sociais são inteiramente baseados na aparência. Na realidade eles podem até se odiar, mas isso não importa muito para eles, desde que eles fiquem bem quando juntos no Facebook ou no Instagram. É uma existência rasa.
Você, por outro lado, fica muito mais propenso a ter amizades profundas e significativas, que não giram em torno de tais aspectos superficiais, como o jeito do seu rosto ou o tamanho de seus músculos ou se sua bolsa combina com sua jaqueta.

Pessoas bonitas ficam ocupadas o tempo todo porque todo mundo quer ser visto com elas. São bombardeados com mensagens de Whatsapp e telefonemas. Isso pode ser desgastante. Uma mulher bonita pode combinar com praticamente qualquer cara no Tinder e em aplicativos de namoro. Um cara bonito pode estar na mesma situação. Mas geralmente ambos têm uma lista de candidatos(as) que ele tendem a querer atender o tempo todo.
Isso pode parecer muito bom, mas existe algo chamado "o paradoxo das escolhas". Quando há muitas escolhas, você acaba tendo ansiedade e indecisão.
Mas quando você é feio, é muito provável que sua escolha de parceiro(a) seja limitada e seu telefone não fica tocando o tempo todo. Isso é ótimo porque isso significa que você tem muito tempo livre, você pode aprender a tocar um instrumento, desenvolver um negócio ou escrever um livro, fazendo um bom uso dele.

Você acha que Mark Zuckerberg é um supermodelo? Que tal Elon Musk? Elon Musk parece bom agora, mas se você olhar uma foto dele quando ele era mais jovem...
Imagine Elon e Mark se fossem bonitos quando eram garotos, você acha que eles iriam criar o Facebook e a Tesla? Eles estariam muito ocupados com garotas.
Ser feio pode ser uma força motriz para o sucesso e, se você não conseguir encontrar um parceiro por causa de sua aparência, pode usar essa frustração como combustível para alcançar sua grandeza.
Essa grandeza é mais do que sucesso financeiro, você também pode ser grande em virtude. A ciência já provou que a generosidade faz as pessoas felizes e há até freiras e monges que são exemplos excelentes disso.
Então você não precisa ser bonita ou bonito, mas pode viver uma vida boa sendo bom, feliz e humilde.
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2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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2018.11.19 19:12 Engracaded [LONGO] Preciso desabafar sobre o término do meu namoro com vocês

História longa, mas não tenho mais ninguém com quem falar e estou absolutamente sem chão. Quinta feira, no feriado, em um acesso de raiva terminei com a pessoa com quem eu mais me identifiquei na vida e estou arrasado. Vou contar a história por trás disso:
PARTE 1:
Em meados de Agosto, uma pessoa invadiu uma conta minha e fez um perfil fake no Instagram com fotos minhas sem camisa. Essa pessoa começou a mandar mensagens pra minha namorada assediando-a moralmente. Eu resolvi capturar o IP da pessoa, e pra isso eu pedi a senha dela do Facebook. Com essa senha, eu também acessei o Instagram dela e fiquei de olho pra ver se a pessoa ia criar mais alguma conta pra mandar mensagem pra ela, ou criar outro fake meu. Deu tudo certo, a pessoa parou de nos encher.
Com a senha do Instagram dela, fiquei acessando frequentemente ele. Nesse ponto, confesso que queria ver quem tava curtindo foto dela, comentando coisa indecente, etc, mas, confiante nela, jamais imaginei que iria ver o que um dia eu acabei vendo.
Começo de Outubro: vi que ela tinha postado um stories cantando uma música do Criolo. O instrutor da academia dela (que trabalha no período da manhã na academia, horário em que eu trabalho) respondeu "Criolo! Aí sim" (ou algo do tipo) e ela respondeu "lembrei de você mesmo kkk". Cheguei da faculdade e abri o Instagram dela no meio dessa conversa aí. Conversa vai, conversa vem, ele pergunta "O que você gosta de fazer?" e neste exato momento o Instagram foi desconectado. Verifiquei se havia acesso ao Facebook ainda. Tudo certo. Ela estava na casa dos avós dela nesse dia, então corri pra lá sob o pretexto de não ter o que jantar. Peguei o celular dela enquanto ela preparava janta e ela tinha respondido: "Gosto de ver filme e tomar vinho", no exato momento em que ela trocou a senha. Reativei o acesso ao Instagram pelo Facebook, voltei pra casa e vi o resto da conversa. Ao longo da conversa ela o chamou de "fofinho" e ele a chamou de "neném". Além disso, quando ele falou que ia dormir, ela disse "vá para os braços de Morfeu" e ele respondeu "queria ir pra outros braços". Interpretem como quiserem isso aí.
Fiquei com o coração na mão e passei pela maior crise nervosa da qual eu tinha memória. No outro dia, fomos pra academia e eu tentei disfarçar o quanto eu tava nervoso. Assim que a deixei em casa, ela mandou mensagem pra ele, imediatamente: "dormiu lindamente?". Ele respondeu no final da tarde, porque aparentemente tinha tirado um cochilo à tarde. Minha namorada trabalhava no Shopping da cidade, e como o Shopping fica ao lado da minha faculdade, eu sempre vou lá umas 18h pro horário de intervalo dela. Nesse dia, obviamente, falei que não conseguiria ir. No exato momento, ela mandou mensagem pra ele chamando pra ele ir lá se encontrar com ela. Ele não pôde porque estava indo pra aula, então ela o chamou pra se encontrar com ela em um barzinho, pro qual ela iria com um primo dela. Antes de ela ir, eu a perguntei se ela iria só com o primo dela, pra ver se ela teria coragem de me contar, e ela disse que sim. No final das contas, o instrutor acabou não indo.
Fiquei ainda mais fudido da cabeça com isso aí... e se ele tivesse ido? O que teria acontecido?
Enfim, no outro dia ela disse que iria pra academia de manhã, sendo que até então nosso hábito era ir à tarde. Falei pro meu patrão que eu tava passando mal e precisava sair, e avisei ela que tava indo pra casa pra ela passar lá antes de ir pra academia. Ela foi lá e eu não me segurei. Perguntei mais uma vez se ela tinha chamado mais alguém pra sair, e ela disse prontamente que não. Perguntei pra ela quem era esse cara com quem ela tava conversando. Aleguei que eu vi a conversa somente no dia em que eu fui pra casa dos avós dela jantar, ela ainda não sabia que eu havia reestabelecido meu acesso ao Instagram dela. Ela disse que era só um amigo. Perguntei se eles já tinham combinado de se encontrar fora da academia e ela confessou, meia-bocamente, que tinha ~cogitado~ de sair com ele no dia anterior. Nesse exato momento, terminei com ela pela primeira vez (ainda não contei que eu tinha lido a conversa).
Ela primeiramente aceitou com certo orgulho a decisão, mas pouco tempo depois voltou atrás e disse que iria cortar contato com ele e mudar de academia. Nisso fui fazendo mais perguntas (as quais eu sabia a resposta). Ela mentiu sobre absolutamente tudo. Nisso fiquei tão nervoso, mas tão nervoso, falei muita coisa que não devia e tivemos uma briga terrível. Contei pra ela que tive acesso à conversa dela e que não queria mais. Bloqueei-a em todos os meios possíveis de contato. Ela insistiu muito, muito depois, mas começou a me culpar pela minha reação e por eu ter acessado as conversas dela. Tudo que ela dizia era em relação à reação que eu tive, tentando mudar o foco do problema que tivemos (mentira, alteração da realidade e mudança de foco, gravem isso). Como forma de nos reatarmos, ela jurou me dar acesso às redes sociais dela, inclusive Whatsapp, não malhar mais sem minha companhia e bloquear o instrutor de tudo quanto é forma possível. Por pena, decidi perdoá-la, mas não consegui confiar nela depois.
PARTE 2: Depois de havermos reatado, ela me pediu pra manter acesso privativo pelo menos ao Whatsapp dela. Acatei, porque achei que viver sem privacidade absoluta é uma coisa muito séria, e quando fizemos nosso acordo foi de cabeça quente.
Um dia estávamos em um bar e ela foi ao banheiro e deixou o celular. Peguei o celular e fui ver com quem ela estava conversando. Ela voltou do banheiro, me viu com o celular e ficou SUPER chateada. Entramos em uma discussão relativamente branda, na qual ela me perguntou se "valeu a pena" ter estragado nossa noite mexendo no celular dela. Nisso, eu respondi "não valeu agora, mas antes valeu porque eu descobri ela marcando encontro escondido com outro cara". Ela ficou sem palavras e foi embora. No outro dia, fiquei com remorso (afinal, eu tinha prometido perdoar ela) e fui atrás dela. Mandei mensagem cedo falando pra me avisar quando pudesse conversar. À tarde, perguntei, nessas palavras: "quer lanchar comigo ou ainda não tá afim de conversar?" e ela não me respondeu. À noite também não me respondeu. Liguei pra ela e cobrei uma posição dela, no que ela me respondeu "Você nem me chamou pra conversar!". Nisso aí eu fiquei puto, mas muito puto e falei pra ela exatamente sobre meu convite pra lanchar. Nisso ela me respondeu "Você me chamou pra lanchar, não pra conversar". Fiquei tão possesso de raiva que terminei com ela de novo. Foi humilhação demais pra mim.
Uma semana depois chamei ela pra conversar e confirmei o término. Disse que eu ainda não tinha condições de confiar nela e que estava cansado da mania dela de mudar o foco das nossas discussões, além de mentir e manipular a realidade, o que ela sempre fez ao longo dos nossos 3 anos juntos. Isso na quinta feira. Bloqueei em tudo novamente.
No domingo, não me contendo de saudade, voltei à casa dela e tentei discutir uma forma de voltarmos à paz. Ela tinha elaborado um questionário caso a gente tentasse reatar, e me dispus a respondê-lo. Nisso, veio à tona um assunto que haviamos discutido antes: a vontade dela de fazer um ensaio nu e postar no Instagram, o que eu absolutamente não admito. O diálogo foi exatamente esse, onde eu disse que "não gostaria de ver minha namorada nua nas redes sociais pra todos verem" / "mas você não manda em mim" / "eu mando em mim, e eu não vou aceitar isso" / "quer dizer que você não aceita eu tirar foto pro meu Instagram?" / "Não é sobre tirar foto." / "Você não aceita eu tirar foto e postar, então?"
Fiquei puto de novo (mentira e manipulação da realidade). Não é sobre isso, ela postava, e ainda posta, mil fotos no Instagram todo dia. O problema é o ensaio nu! Pra mim é um absurdo passar por cima de algo tão pequeno, que me incomoda, por conta de vaidade. Pura vaidade. Vamos entrar no assunto da vaidade logo logo. Enfim, nesse momento eu levantei da cama dela e fui embora, já não aguentava mais tanta raiva.
Nessa hora ela surtou, pegou uma faca e começou a se cortar. Nessa hora, nesse momento, eu vi o quanto isso tava fazendo mal pra nós dois. Fiquei ao lado dela até ela se acalmar e me entendi com ela da seguinte forma: nós queremos ficar juntos, nós tivemos nossos erros, vamos aprender com eles e voltar ao namoro que tínhamos antes de toda essa confusão. Ela concordou. Combinamos que quando eu me sentisse inseguro, eu pediria pra ver o celular dela e ela me mostraria. Passamos, incrivelmente, duas semanas de um namoro maravilhoso, até a fatídica quinta feira passada.
PARTE 3 Até então ela havia mudado a senha do Facebook e do Instagram dela, passando por cima do nosso combinado. De forma a restaurar o namoro que tínhamos antes de tudo isso, acatei essa decisão e resolvi me preservar. A senha do celular dela também tinha sido mudada, decisão que também acatei.
Na última quinta feira eu fiquei com o controle do portão da casa dela, o que não é usual. Avisei a ela que iria pra casa dela mais tarde. Mais tarde, ela me mandou um whatsapp: "tá vindo?" e eu não respondi, porque eu tava indo. Cabe ressaltar que sempre que eu vou pra casa dela eu buzino na porta e ela abre o portão de lá de dentro, pelo tal controle. Nesse dia eu só abri o portão e entrei (ela mora em um condomínio com quatro casas, então muita gente abre e fecha sempre). Cheguei na casa dela e juro que ouvi uma expressão de susto dela. Juro pela minha mãe.
Antes de continuar a história, um detalhe: ela sempre, a vida toda, deixou o celular do lado de fora do banheiro pra tomar banho. Sempre esqueceu ele nos lugares.
Nesse dia, eu cheguei e ela estava abraçada com uma gata dela. Eu sou alérgico, então pedi pra ela tomar um banho. Nessa hora, o celular dela tava ligado à caixinha Bluetooth, e a gente passou alguns minutos trocando de música. Sempre que eu pegava o celular dela pra trocar, ela o tirava da minha mão imediatamente. Enfim, ela foi tomar banho. Disse que enquanto ela toma banho, eu poderia conectar meu celular na caixinha. Sugeri a ela que ela deixasse o dela pra eu trocar de música por lá. Ela disse que não, pois no dela, ela que iria trocar de música. Se eu quisesse ouvir música, eu ligaria o meu. Contraditório... Nisso, ela pegou o carregador dela pra levar pro banheiro pra carregar o celular, que tava com a carga cheia. Matei a charada... ela não queria que eu ficasse perto do celular dela. Questionei o porque dela estar levando o celular pro banho e ela disse: "não confio em você perto do meu celular" (detalhe: em todos os dias antes deste, ela deixou o celular fora do banheiro quando ia tomar banho).
Lembra que tínhamos combinado que quando eu quisesse eu pediria pra ver o celular dela? Eu pedi e ela simplesmente disse "não, não vou deixar". Ela tava sentada no vaso nesse momento, quando ela decidiu fechar a porta do banheiro com o celular lá dentro. Falei pra ela não fechar a porta, porque, pra mim, ela queria apagar alguma coisa no celular dela. Ela ficou forçando a porta pra fechar de novo. Eu falando pra ela abrir e ela falando que não.
Falei que pra mim chega. Novamente, bloqueei ela de todas as redes sociais. Só que dessa vez ela me bloqueou também.
O QUE EU SINTO:
Até antes da parte 1 da história, tivemos um relacionamento à beira do perfeito. Tínhamos absoluta afinidade, cumplicidade, sinergia, e planos pro futuro. Todos sinceros, de coração.
Ela sempre clamou que se sentia presa aqui. Nossa cidade é no interior, relativamente pequena. Ela é uma ótima cantora e escritora, e tem que se sujeitar a trabalhar em uma empresa que não gosta pra receber salário mínimo, o que não dá pra fazer nada (ela tem carro e o dinheiro todo vai pra gasolina). Ela estava se sentindo sufocada. Ao meu ver a solução que ela achou foi conquistar curtida no Instagram, dar corda pra quem cobiça ela (ela é muito bonita) e tentar exercitar a vaidade dela acima dos outros talentos dela. Falei pra ela que no próximo ano eu iria me formar, que poderíamos sair daqui, investir em algo pra nos potencializar. Não, ela foi pro rumo da vaidade.
Ela é extremamente simpática e agradável. Todos os amigos com o quais tínhamos contato eram amigos principalmente dela. Claro, agora todos estão do lado dela.
Meus amigos todos têm relacionamentos sérios de longa data.
Eu estou profundamente triste, profundamente amargurado e sem rumo. Eu me sinto com uma capacidade enorme, sensibilidade, tenho boa aparência, sou jovem, falo quase 3 línguas fluentemente, mas não tenho um puto, ando numa motinha 2008 toda fudida e minha auto-estima tá no chão. Além disso, perdi todos esses amigos aí, que no momento nem sei que impressão têm da história.
Eu queria acabar com esse sofrimento, me realizar de alguma forma. A única coisa que me realizava ultimamente era esse namoro com essa pessoa que eu tanto gostei, somente pra descobrir que ela entrou numa espiral sem fim de vaidade. Que as curtidas no Instagram dela valem mais que fazermos um jantar juntos, tomarmos uma cerveja juntos.
Eu tô sem chão...
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2018.07.28 02:49 MLion464 Por que?

Bom, quem sou? Neste momento sou um cara de boa aparência e bom físico. Mas, quem eu era? Sempre fui o gordinho ruivo da sala, o rejeitado, o coitado, o ignorado, o que gostava da menininha que não retribuía. Eu via os moleques com altas menininhas, cheio de amiguinhos e status. Aos 16 anos fiz a burrada de me apaixonar por uma adolescente do Pará (Sou de MT). Fiquei 2 anos naquela porcaria de namoro online, porém a vontade que eu sentia de vê-la me fez mudar meu corpo e madurecer com rapidez. Entrei na academia e fui ficar em forma para um possível encontro. Bem, nosso namoro acabou, por que? Distância. Ela dizia ter um amigo que era como irmão, e que nunca teria nada com o mesmo, alguns meses depois de terminarmos, ela se envolveu com esse cara e ficou grávida, ela veio correndo de volta pra mim e eu meti o pé. Fiquei com um ódio grande, um ódio que fazia meus ossos tremer de raiva. Bom, me curei e segui em frente, porém diferente, agora eu era o que eu queria der desde pequeno. Do primeiro ao terceiro ano eu comecei a pegar as meninas da escola, mas eu sempre queria mais, ficava com amigas, uma contava ora outra, não dava nada e eu me achava, porém nunca fui de falar o que fazia para meus amigos... Hoje, com 20 anos, sinto uma necessidade de perverter qualquer mulher, fazer se render as ideias mais absurdas, até como a própria prostituição. Não sou um cara rico, apenas convenço com as palavras. Sabe, é um vício, eu não consigo sair disso, durante as tentativas de persuadir, eu sinto prazer, minha cabeça vai as alturas com as palavras de rendição de cada mulher que eu converso. Mas logo depois vem a pior parte, depois de desfrutar do ato, me vem uma solidão, uma tristeza... Algo inexplicável. E mesmo sabendo disso, minha mente me obriga a repetir os passos dia após dia. Minha mente tem o desejo de tratar qualquer mulher como objeto da minha diversão, como um brinquedinho para meu libido. É como se eu fosse um escravo dos meus desejos, pesquisei pela internet e não consigo achar nada para mudar minha mente. No começo parecia legal, mas agora vi que é uma tortura após o ato de consumo. O que me causa euforia na mente é saber que qualquer uma tem um preço (preço na persuasão), umas se rendem fácil, outras nem tanto, mas no geral, considero todas bem fáceis, bastando apenas aver falar, olhar, tocar e agir para que a mesma apenas se torne mais um fantoche controlado por minhas mãos. Cara, eu quero sair disso...
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2018.07.28 02:39 MLion464 Por que sou assim?

Bom, quem sou? Neste momento sou um cara de boa aparência e bom físico. Mas, quem eu era? Sempre fui o gordinho ruivo da sala, o rejeitado, o coitado, o ignorado, o que gostava da menininha que não retribuía. Eu via os moleques com altas menininhas, cheio de amiguinhos e status. Aos 16 anos fiz a burrada de me apaixonar por uma adolescente do Pará (Sou de MT). Fiquei 2 anos naquela porcaria de namoro online, porém a vontade que eu sentia de vê-la me fez mudar meu corpo e madurecer com rapidez. Entrei na academia e fui ficar em forma para um possível encontro. Bem, nosso namoro acabou, por que? Distância. Ela dizia ter um amigo que era como irmão, e que nunca teria nada com o mesmo, alguns meses depois de terminarmos, ela se envolveu com esse cara e ficou grávida, ela veio correndo de volta pra mim e eu meti o pé. Fiquei com um ódio grande, um ódio que fazia meus ossos tremer de raiva. Bom, me curei e segui em frente, porém diferente, agora eu era o que eu queria der desde pequeno. Do primeiro ao terceiro ano eu comecei a pegar as meninas da escola, mas eu sempre queria mais, ficava com amigas, uma contava ora outra, não dava nada e eu me achava, porém nunca fui de falar o que fazia para meus amigos... Hoje, com 20 anos, sinto uma necessidade de perverter qualquer mulher, fazer se render as ideias mais absurdas, até como a própria prostituição. Não sou um cara rico, apenas convenço com as palavras. Sabe, é um vício, eu não consigo sair disso, durante as tentativas de persuadir, eu sinto prazer, minha cabeça vai as alturas com as palavras de rendição de cada mulher que eu converso. Mas logo depois vem a pior parte, depois de desfrutar do ato, me vem uma solidão, uma tristeza... Algo inexplicável. E mesmo sabendo disso, minha mente me obriga a repetir os passos dia após dia. Minha mente tem o desejo de tratar qualquer mulher como objeto da minha diversão, como um brinquedinho para meu libido. É como se eu fosse um escravo dos meus desejos, pesquisei pela internet e não consigo achar nada para mudar minha mente. No começo parecia legal, mas agora vi que é uma tortura após o ato de consumo. O que me causa euforia na mente é saber que qualquer uma tem um preço (preço na persuasão), umas se rendem fácil, outras nem tanto, mas no geral, considero todas bem fáceis, bastando apenas aver falar, olhar, tocar e agir para que a mesma apenas se torne mais um fantoche controlado por minhas mãos. Cara, eu quero sair disso.
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2018.03.26 03:11 CeciliaShi Um turbilhão difícil de entender

Oii, gostosos! Então, passei para poder pegar um pouco de experiência com quem já passou por isso: tô começando a gostar de um garoto, porém uma parte minha grita com medo de isso estar acontecendo por causa das semelhanças com o meu ex. Para quem não sabe, namorei durante 2 anos. O namoro vingou até junho do ano passado, quando levei um baita de um chute na bunda. Não importa.. Faço cursinho, atualmente, e ele é da minha sala (não o meu ex). Não! Eles não se parecem em nada na aparência, porém, o jeito, principalmente, quebra minhas pernas. O jeito de falar, de se expressar, o carinho, a atenção, as imitações.. Sério! Se Deus queria zoar com a minha cara, ele conseguiu! Esse menino faz as mesmas imitações do meu ex (oi? passou na fila da coincidência quantas vezes, querido??!). Putz.. tudo isso me lembra meu início de namoro. A azaração, o jogo de sedução, as brincadeiras pelo wpp.. me lembra tanto que minha mente sempre clica na mesma tecla "Pois é.. seu ex era assim tbm com vc. Deu no que deu..". Eu não sei se é trauma ou o q.. às vezes, consigo ver meu ex nele, e isso dói. Uma boa parte de mim queria ver ele como ele é, sem fantasmas do passado. Uma boa parte de mim queria nunca ter conhecido meu ex.. não viveria com tanto medo agora. O contraditório disso tudo vem agora: Apesar de ter uma parte q quer ter amnésia, tem outra q tem medo de perder esperanças na nossa volta. Como assim?! Vou explicar.. uma parte considerável tem medo de ficar, gostar, apaixonar-se e esquecer do ex. Só não quero magoar ngm.. não quero ficar, criar expectativas numa outra pessoa, se sou eu quem está confusa. Ngm mais deve se ferir nesta história.. é só o q acho.
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

Não esperava que a Parte 2 ia rolar tão cedo, mas tem atualizações aí. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, então provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi tão trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antemão.
Tive uns dos finais de semana mais atípicos dos últimos anos. Acho que nunca viajei tanto em memórias e dúvidas. Será que realmente rolava alguma coisa? Aliás, será que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia tão mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E cá estava eu viajando porque uma pessoa aleatória me morou na rua e eu a confundi com alguém que não vejo há doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No começo, senti um misto de alívio e decepção. Ela parecia exatamente como 12 anos atrás, então não era possível que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no estômago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes não deixavam espaço para dúvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu já não sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. É engraçado lembrar de uma pessoa com quem você teve um relacionamento tão profundo e tão curto há tanto tempo. Às vezes eu não sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas memórias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
É aqui que a história dá uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmacêutico é o tipo de cara que está a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele é pintoso e gente fina, então é o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu até por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos parâmetros dele.
Ele não lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na família por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso público que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No começo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos públicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e têm dois filhos bem rápido. Aos 22 anos, eles já tinham a vida "feita" para alguns padrões.
Mas isso não durou muito. Meu amigo farmacêutico não sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado tão cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego público também para se dedicar às crianças e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso público de primeira, eles achavam que ia ser fácil entrar em órgão público mais tarde, quando as crianças estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso público cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora até os concursos mais bundas tinham altíssima concorrência.
Aparentemente, boa parte da família foi contra. A gente está falando de uma família de classe média baixa de um subúrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego público era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na família, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decisões dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depressão e passou a viver em função dos filhos. Ela não conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles também.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por razões óbvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pegação - até porque, como já disse aí, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma família, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o máximo que pudesse. Imagina você com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa você não ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gerações cada vez maior, o que dificulta essa aproximação entre pais e filhos. Em tempo, é só uma opinião pessoal. Não tenho filho, então não tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problemático casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente já chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma ótima pessoa ao meu lado, mas é difícil a gente chegar a essa conclusão tão cedo. A maioria das garotas com quem saí entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de possíveis esposas hoje em dia. Algumas são minhas amigas até hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posições que vão contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego público, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um quê de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por não ter aproveitado a vida. Encontrei até um post antigo em que ela nunca tinha andado de avião e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela está aqui, a um clique de distância, e não sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela está divorciada, largou um emprego público e parece estar numa fossa fodida. Eu não sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para trás.
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2017.10.06 06:30 itsvictornunes Sempre fui um fracasso em fazer amigos

Eu sempre fui um completo fracasso em fazer amigos desde que me entendo por gente. Quando era pirralho sempre era alvo de zoação e humilhações, acredito que seja pelo fato de que mesmo sem saber o que era ser gay eu sempre dei pinta e ai ninguém queria fazer amizade comigo, me lembro que meus “coleguinhas” costumavam ser cruéis comigo por nada me xingando e me batendo e eu era meio bobão e em vez de revidar ia pra um canto chorar, não contava nada pra minha mãe pq tinha vergonha e não queria dar trabalho, logo fui me isolando e achando refúgio nos livros, virei o cdf da sala o que no final só piorou as coisas pro meu lado pq isso deixava os outros meninos da sala com mais raiva ainda, minha infância na escola foi um lixo exceto pelos livros. Me lembro que foi difícil pra mim pq via meus irmãos brincando com os coleguinhas, indo pra casa deles brincar e eu lá sozinho sempre com meus livros, minha avó vivia preocupada achando que eu tinha algum problema e eu inventava alguma mentira dizendo que tinha amiguinhos sim mas eles eram muito ocupados e a gente só se encontrava na escola.
E a coisa foi indo desse jeito meia bomba até o fim do fundamental, não fiz mais que colegas mas por pura conveniência mesmo, aquele caso das pessoas quererem se aproximar do “nerd” da sala pra tirar uma casquinha e passar na prova. Quando me assumi gay, lá pelos meus 14 anos comecei a frequentar os points gays do meu bairro e ai acabei fazendo amizade com alguns meninos, foi a primeira vez que eu pude ser eu mesmo sem ter medo de ser agredido ou xingado, foi tão bom encontrar pessoas iguais a mim ou que me entendiam um pouco, eu realmente pensei que a partir daí meu circulo de amizades iria dar uma guinada, eu tava maravilhado em saber que eu não era o único gay da face da terra e com aquele mundinho feito de glitter e divas pop, doce ilusão, como disse ali em cima eu sempre fui bobão e com 14/15 anos ainda era muito ingênuo mesmo, meu mundo de algodão doce derreteu a partir do momento em que comecei a perceber a falsidade exarcebada dos meus “amigos” gays, o deboche maldoso na maneira como eles me tratavam, como eles criticavam minha aparência, minhas roupas, meu jeito de ser e como diziam que gays afeminados como eu eram a escoria da categoria que nenhum menino iria querer ficar comigo pq eles preferiam os mais “machinho”, e eu demorei a perceber isso, o quanto eles eram tóxicos e o quanto eu fui burro de ter dado ouvido a todos eles. Não digo que todos gays são assim, eu não sou, eu nunca gostei de me sentir melhor do que ninguém, nunca fiz outra pessoa se sentir mal por quem ela é pq sei como é isso na pele, eu sei como dói, o problema é que as gays daquele tempo aqui do bairro pareciam querer ser alguma caricatura de alguma vilã de novela, falavam mal de tudo e todos pelas costas, passavam a perna nos outros com a maior naturalidade e eu nunca fui assim, nunca foi minha vibe sabe? Acabei que me afastei deles também e comecei a sair pras baladas gays sozinho mesmo, a essa altura eu já me considerava um et fracassado sem amigos mas por incrível que pareça a experiência de sair pra outras baladas sozinho foi tão libertadora, comecei a sair pra baladas mais distantes no centro da cidade e ai podia fazer as maiores merdas que no dia seguinte não ia ter fofoca, sem conhecidos, um mundo de possibilidades novas, foi bacana até.
Nesse meio tempo conheci uma moça chamada Rosi, ela era bem mais velha que eu mas acabamos ficando amigos, ela foi minha amizade mais duradoura, 7 anos de amizade, ela sempre foi legal comigo, só tinha um porém: ela me fazia de depósito emocional pras frustrações dela, eu nunca reclamei pq na época não tinha mais o que fazer além de ouvir as histórias dela e eu sempre fui um bom ouvinte mas com o tempo eu meio que acabava fugindo dela pq ela só me chamava pra isso ou pedir algum favor e o pior quando eu resolvia desabafar sobre algo ela sempre fazia pouco caso como se meus problemas não fossem tão relevantes quanto os dela, as vezes ela nem prestava atenção no que eu tava falando, mas continuava a amizade pq ela foi a primeira pessoa pra quem eu disse que era gay e ela foi simplesmente fantástica comigo, sem o apoio dela jamais teria tido a coragem de contar de vez pra minha família....no fim das contas em 2011 ela simplesmente sumiu, fiquei preocupado, procurei ela por dias e só fui saber por uma outra amiga dela que ela tinha ido embora pro Mato Grosso , cidade natal dela, e que não voltaria mais, juro que não entendi nada, ela simplesmente sumiu e nem se despediu de mim, sei lá fiquei mô tempão grilado com isso quando 2 anos depois ela reaparece no Facebook como quem não quer nada, nos acertamos mas nada era mais como antes, a última vez que ela falou comigo foi pra me pedir um favor, para variar rs, e ai eu nem respondi.
Pro desespero daqueles que um dia achei que fossem meus amigos no passado,Hoje eu namoro a mais de 6 anos com o cara que acredito ser o amor da minha vida e também o melhor amigo de verdade que já tive, sou grato todos os dias por ter encontrado ele mas não consigo parar de pensar no azar que tenho com amizades, nenhuma prestou, eu realmente não consigo entender, eu já me analisei varias vezes pensando que o problema talvez tenha sido eu mas porra eu sempre fui de boa com todo mundo, sempre ajudei , sempre tive respeito por todos, sempre estive ali pra eles e nada disso impediu eles de pisarem na bola e serem fdps comigo. Ou eu sou estranho ou o mundo é muito fodido, precisava desabafar isso vlw pessoal
TL:TR minhas amizades nunca deram certo num loop infinito de azar , bad trips pessoais achando que o problema sou eu.
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2017.10.06 06:17 itsvictornunes Nunca dei sorte com amizades

Eu sempre fui um completo fracasso em fazer amigos desde que me entendo por gente. Quando era pirralho sempre era alvo de zoação e humilhações, acredito que seja pelo fato de que mesmo sem saber o que era ser gay eu sempre dei pinta e ai ninguém queria fazer amizade comigo, me lembro que meus “coleguinhas” costumavam ser cruéis comigo por nada me xingando e me batendo e eu era meio bobão e em vez de revidar ia pra um canto chorar, não contava nada pra minha mãe pq tinha vergonha e não queria dar trabalho, logo fui me isolando e achando refúgio nos livros, virei o cdf da sala o que no final só piorou as coisas pro meu lado pq isso deixava os outros meninos da sala com mais raiva ainda, minha infância na escola foi um lixo exceto pelos livros. Me lembro que foi difícil pra mim pq via meus irmãos brincando com os coleguinhas, indo pra casa deles brincar e eu lá sozinho sempre com meus livros, minha avó vivia preocupada achando que eu tinha algum problema e eu inventava alguma mentira dizendo que tinha amiguinhos sim mas eles eram muito ocupados e a gente só se encontrava na escola.
E a coisa foi indo desse jeito meia bomba até o fim do fundamental, não fiz mais que colegas mas por pura conveniência mesmo, aquele caso das pessoas quererem se aproximar do “nerd” da sala pra tirar uma casquinha e passar na prova. Quando me assumi gay, lá pelos meus 14 anos comecei a frequentar os points gays do meu bairro e ai acabei fazendo amizade com alguns meninos, foi a primeira vez que eu pude ser eu mesmo sem ter medo de ser agredido ou xingado, foi tão bom encontrar pessoas iguais a mim ou que me entendiam um pouco, eu realmente pensei que a partir daí meu circulo de amizades iria dar uma guinada, eu tava maravilhado em saber que eu não era o único gay da face da terra e com aquele mundinho feito de glitter e divas pop, doce ilusão, como disse ali em cima eu sempre fui bobão e com 14/15 anos ainda era muito ingênuo mesmo, meu mundo de algodão doce derreteu a partir do momento em que comecei a perceber a falsidade exarcebada dos meus “amigos” gays, o deboche maldoso na maneira como eles me tratavam, como eles criticavam minha aparência, minhas roupas, meu jeito de ser e como diziam que gays afeminados como eu eram a escoria da categoria que nenhum menino iria querer ficar comigo pq eles preferiam os mais “machinho”, e eu demorei a perceber isso, o quanto eles eram tóxicos e o quanto eu fui burro de ter dado ouvido a todos eles. Não digo que todos gays são assim, eu não sou, eu nunca gostei de me sentir melhor do que ninguém, nunca fiz outra pessoa se sentir mal por quem ela é pq sei como é isso na pele, eu sei como dói, o problema é que as gays daquele tempo aqui do bairro pareciam querer ser alguma caricatura de alguma vilã de novela, falavam mal de tudo e todos pelas costas, passavam a perna nos outros com a maior naturalidade e eu nunca fui assim, nunca foi minha vibe sabe? Acabei que me afastei deles também e comecei a sair pras baladas gays sozinho mesmo, a essa altura eu já me considerava um et fracassado sem amigos mas por incrível que pareça a experiência de sair pra outras baladas sozinho foi tão libertadora, comecei a sair pra baladas mais distantes no centro da cidade e ai podia fazer as maiores merdas que no dia seguinte não ia ter fofoca, sem conhecidos, um mundo de possibilidades novas, foi bacana até.
Nesse meio tempo conheci uma moça chamada Rosi, ela era bem mais velha que eu mas acabamos ficando amigos, ela foi minha amizade mais duradoura, 7 anos de amizade, ela sempre foi legal comigo, só tinha um porém: ela me fazia de depósito emocional pras frustrações dela, eu nunca reclamei pq na época não tinha mais o que fazer além de ouvir as histórias dela e eu sempre fui um bom ouvinte mas com o tempo eu meio que acabava fugindo dela pq ela só me chamava pra isso ou pedir algum favor e o pior quando eu resolvia desabafar sobre algo ela sempre fazia pouco caso como se meus problemas não fossem tão relevantes quanto os dela, as vezes ela nem prestava atenção no que eu tava falando, mas continuava a amizade pq ela foi a primeira pessoa pra quem eu disse que era gay e ela foi simplesmente fantástica comigo, sem o apoio dela jamais teria tido a coragem de contar de vez pra minha família....no fim das contas em 2011 ela simplesmente sumiu, fiquei preocupado, procurei ela por dias e só fui saber por uma outra amiga dela que ela tinha ido embora pro Mato Grosso , cidade natal dela, e que não voltaria mais, juro que não entendi nada, ela simplesmente sumiu e nem se despediu de mim, sei lá fiquei mô tempão grilado com isso quando 2 anos depois ela reaparece no Facebook como quem não quer nada, nos acertamos mas nada era mais como antes, a última vez que ela falou comigo foi pra me pedir um favor, para variar rs, e ai eu nem respondi.
Pro desespero daqueles que um dia achei que fossem meus amigos no passado,Hoje eu namoro a mais de 6 anos com o cara que acredito ser o amor da minha vida e também o melhor amigo de verdade que já tive, sou grato todos os dias por ter encontrado ele mas não consigo parar de pensar no azar que tenho com amizades, nenhuma prestou, eu realmente não consigo entender, eu já me analisei varias vezes pensando que o problema talvez tenha sido eu mas porra eu sempre fui de boa com todo mundo, sempre ajudei , sempre tive respeito por todos, sempre estive ali pra eles e nada disso impediu eles de pisarem na bola e serem fdps comigo. Ou eu sou estranho ou o mundo é muito fodido, precisava desabafar isso vlw pessoal
TL:TR minhas amizades nunca deram certo num loop infinito de azar , bad trips pessoais achando que o problema sou eu.
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